Análise biomecânica, quadro a quadro, de um swing de ferro 4 filmado, com os dados de voo da bola lidos na tela do range e comparações com as médias do PGA Tour e do LPGA Tour. Inclui diagnóstico, prioridades e um plano de treino de 4 semanas.
Conclusão: é um ferro 4 eficiente para a velocidade. Com 110 mph de velocidade de bola, ele carregou 167 jardas, a 3 jardas da média do LPGA Tour (170), com uma velocidade de taco estimada alguns mph abaixo. A bola parou a apenas 51 pés do alvo. O finish, o equilíbrio e a rotação continuam sendo pontos fortes claros.
O problema está no formato do voo. A bola saiu a 20°, contra 11° do PGA Tour, e pousou num ângulo raso de 37°, em vez dos ~48° que seguram um ferro longo. Depois rolou 16 jardas além do carry, o que no campo significa bola que atravessa o green. Ela também curvou 39 pés. O swing mostra os mesmos dois padrões do driver: a cabeça desce cerca de 4–5 polegadas até o impacto, e a transição é rápida (~2:1). O topo do backswing também é alto e vertical, como no ferro 6.
Carry quase igual ao da LPGA para a velocidade dele, 51 pés do alvo e um finish completo e equilibrado, que ele sustenta.
Menos loft no impacto significa saída mais baixa e pouso mais inclinado, então a bola para em vez de rolar 16 jardas.
A mesma descida da cabeça e a mesma transição ~2:1 do driver. Corrigir uma vez ajuda o bag inteiro.
Lidos na tela de rastreamento do range, filmada no fim do vídeo. É uma única tacada registrada, então trate como um retrato, não como uma média.
Captura da tela no vídeo. Valores finais, depois que a bola parou.
| Métrica | André | Leitura |
|---|---|---|
| Carry | 167 jd | Eficiente para a velocidade |
| Distância total | 183 jd | 16 jd de rolagem, demais para um ferro |
| Velocidade da bola | 110 mph | Velocidade do taco estimada em ~79–81 mph* |
| Ângulo de saída | 20° | Alto demais para um ferro 4 |
| Altura máxima | 77 pés (26 jd) | Normal |
| Ângulo de pouso | 37° | Raso, não segura o green |
| Tempo de voo | 5,3 s | — |
| Curva | 39 pés (≈12 m) | Direção ilegível na tela |
| Distância do alvo | 51 pés | Bom resultado |
*A velocidade do taco não aparece na tela. Ela foi estimada dividindo a velocidade da bola por um smash factor típico de ferro longo (1,36–1,40).
| Métrica | André | Média LPGA Tour | Média PGA Tour |
|---|---|---|---|
| Velocidade do taco | ~79–81 mph (est.) | 83 mph | 96 mph |
| Velocidade da bola | 110 mph | 116 mph | 137 mph |
| Ângulo de saída | 20° | — | 11,0° |
| Altura máxima | 26 jd | — | 28 jd |
| Ângulo de pouso | 37° | — | 48° |
| Carry | 167 jd | 170 jd | 203 jd |
| Distância total | 183 jd | 188 jd | 219 jd |
Os números de saída, altura e pouso do PGA vêm da tabela clássica da TrackMan para o PGA Tour. Os mesmos dados da LPGA para o ferro 4 não estavam disponíveis nas fontes usadas.
Por que a linha da LPGA importa: com praticamente a mesma velocidade, o carry do André fica só 3 jardas abaixo, então o motor está bom. A diferença está no formato do voo. Os profissionais lançam o ferro 4 cerca de 9° mais baixo e pousam cerca de 11° mais inclinado, e é por isso que os ferros longos deles param. Os 20° de saída com pouso a 37° do André mostram uma bola que sai alta, achata e corre.
Oito posições-chave do vídeo, filmado de trás da bola (down-the-line) em Mariners Point.
A numeração P segue o modelo padrão de 10 posições do swing. O vídeo roda a 30 fps, então os tempos têm precisão de cerca de ±0,03 s. O quadro do impacto mostra a cabeça do taco na bola. No topo, as mãos saem do quadro pela esquerda.
A linha branca marca o topo do boné no address e a linha dourada marca a altura dos olhos no address. No impacto, a aba do boné está sobre a antiga linha dos olhos. A câmera não se moveu entre os quadros: os postes da rede ficam no mesmo lugar.
Confiança: alta na descida da cabeça, no ritmo e nos números de saída e pouso, que são medidos. Moderada na ligação entre a descida da cabeça e o loft extra, porque a inclinação do shaft no impacto não aparece na filmagem de trás.
Coloque uma toalha dobrada cerca de 15 cm atrás da bola. Bata o ferro 4 sem tocar na toalha.
Obriga a pegar primeiro a bola, com as mãos à frente, o que abaixa a saída e deixa o pouso mais inclinado.
Bata ferros 4 com três quartos de swing, terminando com as mãos na altura do peito, à frente da cabeça do taco. Busque saída abaixo de 16° na tela.
Ensina o shaft inclinado para a frente no impacto, o oposto de "cavar" a bola.
Filme de trás, do mesmo lugar. Cole uma fita na tela do celular na altura do topo do boné no address, bata 5 bolas e confira se o boné fica na fita, ou perto dela, até o impacto.
É o mesmo exercício do plano do driver: uma correção para os dois tacos.
Cruze os braços sobre o peito e faça o giro do backswing até o ombro da frente chegar sob o queixo. Depois pegue o taco, mantenha a mesma sensação e termine com as mãos mais baixas no topo.
Troca levantar os braços por girar o peito (também está no plano do ferro 6).
Ensaie "vai-2-3 / desce-1" com um app de ritmo. Comece com meio swing e vá até o swing completo.
Acalma a transição que aparece no driver, no ferro 6 e no ferro 4.
Segure cada swing de treino no finish por três segundos.
Protege o equilíbrio e a rotação completa que ele já tem.
| Semana | Foco | Sessão (≈50 bolas) |
|---|---|---|
| 1 | Contato bola primeiro | 15 bolas com a toalha · 15 punches · 10 ferros 4 completos, anotando saída e ângulo de pouso · linha no celular em 5 swings |
| 2 | Altura da cabeça + giro | Ensaios de giro até o topo · 20 bolas a 80% com a linha no celular · 10 punches com saída abaixo de 16° |
| 3 | Ritmo | Ensaios com metrônomo · 20 ferros 4 completos a 3:1 · 10 swings de driver no mesmo ritmo, já que a correção vale para os dois |
| 4 | Novo teste | 10 ferros 4 em Mariners Point, anotando saída, pouso, rolagem, curva e distância do alvo, mais um novo vídeo de trás para comparar com este relatório |
Ângulo de saída: 20° → 13–16°
Ângulo de pouso: 37° → 43°+
Rolagem após o carry: 16 jd → menos de 8 jd
Curva: 39 pés → menos de 20 pés, mantendo o carry em 165+ jd
As metas são objetivos práticos para a velocidade dele, não padrões de tour. Ajuste depois do teste da semana 4.
Na próxima sessão: filme de frente e de trás, a 3–4 m de distância, em câmera lenta (120–240 fps) se possível. Fotografe a tela depois de 5–10 tacadas.